| APRESENTAÇÃO
Este livro é um documento dos momentos que considerei
dos mais importantes e emocionantes nestes dezesseis
anos de desbravadores que dirijo, é verdade que
nem todos puderam ser contados, ou por falta de detalhes
ou pelas conseqüências da memória
cansada, das idas e vindas, dos sobes e desces de um
clube que sempre consome um precioso tempo de que praticamente
não dispõe de tempo, nestes dias de tantas
correrias
Dedicar algumas horas para escrever, no entanto, foi
pra mim muito prazeroso viajar de graça na história
dos desbravadores do clube locomotiva
Reencontrar-me com os amigos que há muito tempo
não os via, recordar os saudosos que já
se foram, mesmo que tenha sido através da memória
fotográfica, tudo isso para mim valeu muito a
pena.
Reproduzir nestas folhas a história de quem vive
a vida intensamente foi para mim um momento impar de
rara felicidade que reproduziu em minha vida uma verdadeira
aventura
O AUTOR
E crescia Jesus em sabedoria, estatura e graça,
diante de Deus e dos homens.
LUCAS 2:52
Fabinha aprendeu como ninguém e em tão
pouco tempo os ideais do clube e as ordens unidas para
participar do desfile e sete de setembro, chegou para
as fileiras dos desbravadores de onde só saiu
por motivos de viagem.
José Francisco o JF, amigo tranqüilo, a
timidez era sua principal característica, enquanto
esteve no clube conquistou a amizade de todos os Locomotivas.
Tiago, pouco mais de um ano de convivência, aprendeu
a amar o clube, a igreja e é claro, a Deus, sua
última lembrança: Numa noite de quarta-feira
oficiou como diácono recolhendo as ofertas na
igreja central.
CAMPOREES DE UNIDADES
Os desbravadores inovaram de novo, o Clube Locomotiva
inseriu em seu programa de eventos, o camporee de unidades,
durante uma semana do mês de dezembro o clube
se fragmenta dividido em unidades, o Locomotiva desaparece
para que os Leopardos, Falcões, Patriarcas, Vitórias
Régias e Órions sejam os principais personagens.
No ano 2001 os desbravadores participaram das emoções
do camporee Na trilha do Mestre do Mestre, já
em 2002, o tema Jesus é o melhor Amigo, motivou
as unidades mostrarem todos os conhecimentos adquiridos
durante os anos de aprendizado, o que surpreendeu foi
à participação das unidades femininas
que alcançaram apesar do grau de dificuldades
das provas, a classe “A”.
FOTOGRAFIA DO CAMPOREE DE UNIDADES
Nestes dezesseis anos de existência, os desbravadores
foram muito importantes para o crescimento da igreja,
formada basicamente por jovens, em todos os departamentos
existe um pouquinho dos desbravadores, suas influências
estiveram sempre presente nos programas, campanhas de
evangelismo, retiros, passeios, atos públicos,
serviços comunitários e tantos outros.
Uma história de lagrimas e sorrisos que faz dos
desbravadores uma eterna aventura.
A Bíblia é seu manual de instruções.
Guiam suas vidas pelas “trilhas” deste livro. Quando
estão tristes, desapontados, ou preocupados com
alguma coisa, é na bíblia que encontram
conforto, orientação e esperança.
Quando os problemas aparecem, Eles se voltam para a
oração em busca de soluções,
de perdão e força para continuar lutando.
Os seus amigos DESBRAVADORES, falam para você
agora: Sempre há esperança, existe solução
para qualquer problema no coração; há
um caminho melhor na bíblia, basta ler. Confie
sua vida, sua dúvidas, suas lagrimas, e seu futuro,
no amigo que nunca nos abandona – Jesus!
Venha junte-se a nós! Seja um DESBRAVADOR!

Igreja Adventista do 7º Dia
Lembranças das gordinhas na prova do cross,
quase entalaram nos pneus, da Ana Ilza no túnel
de lama, feito uma cobra e do Miro com os olhos arregalados,
do Gilberto que não deixava faltar água
para produzir mais lama, do Everaldo tremendo para fazer
o nó, da Elienái no teste da trave, do
Antonio Cláudio, a Daniela derramando a água
na prova da jarra e do gato com seu pé de papagaio
atravessado na tora passando bem rápido para
compensar o tempo perdido, a Daiana balançando
na escada inquieta, rolando o tambor: Badico, Arnolfo
e a Cléia, todos caíram, mas valeu.
Na prova do diretor de ferro o Juarez nadando contra
a correnteza para salvar o clube da classe “B”, a vibração
de Evilym, Thais, e do Wesley que torciam para que o
Juarez não desistisse.
O camporee foi muito difícil, mas o final novamente
foi compensador, conquistamos outra vez o troféu
classe “A”, nosso diretor recebeu a plaqueta de Diretor
do Século, graças ao desempenho do Clube
Locomotivas ao longo de seus 15 anos de atividades físicas,
mentais e espirituais.
A homenagem foi oferecida aos desbravadores que fazem
ou fizeram a história do clube em Alenquer:
Lembranças das gordinhas na prova do cross, quase
entalaram nos pneus, da Ana Ilza no túnel de
lama, feito uma cobra e do Miro com os olhos arregalados,
do Gilberto que não deixava faltar água
para produzir mais lama, do Everaldo tremendo para fazer
o nó, da Elienái no teste da trave, do
Antonio Cláudio, a Daniela derramando a água
na prova da jarra e do gato com seu pé de papagaio
atravessado na tora passando bem rápido para
compensar o tempo perdido, a Daiana balançando
na escada inquieta, rolando o tambor: Badico, Arnolfo
e a Cléia, todos caíram, mas valeu.
Na prova do diretor de ferro o Juarez nadando contra
a correnteza para salvar o clube da classe “B”, a vibração
de Evilym, Thais, e do Wesley que torciam para que o
Juarez não desistisse.
O camporee foi muito difícil, mas o final novamente
foi compensador, conquistamos outra vez o troféu
classe “A”, nosso diretor recebeu a plaqueta de Diretor
do Século, graças ao desempenho do Clube
Locomotivas ao longo de seus 15 anos de atividades físicas,
mentais e espirituais.
A homenagem foi oferecida aos desbravadores que fazem
ou fizeram a história do clube em Alenquer:
A TURMA
Cléia, Luciane, Elienái, Mirian, Ivanilda,
Ana Cláudia, Taat, Thaís, Daiana, Harian,
Shara, Nomeia, Irinelma, Luciane Castro, Hélina,
Deibdiane, Evilym, Ana Ilza, Aldenora, Valdirene, Camila,
Daciane, Ana Cristina, Rilda, Ariane, Juarez, Reginaldo,
Gilberto, Luiz Aldo, Everaldo, Izaias, Iranildo, Marcos,
Marquinhos, Rock Jr., Rock Vani, Rivail, Alzemiro, Ademir,
Leonardo, Armélio, Edenilsom, Rivelino, José
Ronildo, Manoel, Gleidson e Cleidson, Wesley, Antonio
Cláudio, Irailton, Marlisson, Júnior,
João Paulo, Elenilson, Tiago, Natalino, Arnolfo,
Adson.

Desta primeira reunião, meses mais tarde, viriam
se destacar os desbravadores Cassimiro José de
Moraes e seus irmãos: Ozéias, Hamilton
e Mirian como lideres de unidades e bons membros dos
desbravadores; outros nomes como: Maranhão e
Juarez, este ultimo anos depois chegava à liderança
do clube, o próprio Moraes, percorreu todos os
caminhos até chegar a diretoria da regional do
grande clube Amajós.
Ao longo dos anos, o primeiro clube de Alenquer recebeu
várias denominações: Ximangos,
Atalaia, Exercito de Cristo, até encontrar seu
nome definitivo; “Locomotiva” que é uma homenagem
aos heróis fundadores do movimento mundial.
Daquele clube ainda podemos citar desbravadores que
são lembrados como nomes que deixaram a sua marca
e fizeram parte dos capítulos emocionantes da
história dos desbravadores LOCOMOTIVAS. Ricardo
grande líder, sua passagem pelo clube nos deixou
inesquecíveis lições de humildade,
Teles, Waldecy, Andréya, Laércio e Miracy,
Rosaura, Márcia, Genival, Milzede, Daniel e tantos
outros que deram tudo de si para que o movimento se
consolidasse em Alenquer. Já não tão
distante o saudoso José Francisco o JF que se
foi, deixando muitas saudades, e os anônimos que
tanto contribuíram.
Depois vieram desbravadores que nunca serão esquecidos
pelos seus atos de dedicação e espírito
de clube, aí podemos citar: Denise Cristina,
de emoções gélidas, nunca chorava,
mesmo em momentos de fortes emoções, nossa
cozinheira; eterna amiga do Rock Vani, preparando as
refeições nos acampamentos e nos camporees.
Antes um episódio que não podemos esquecer,
aconteceu em um belo passeio a praia do Curumú,
na data do aniversário de nossa amiga, a aniversariante
nos ofereceu um bolo, mais no momento da distribuição,
descobrimos que o numero de pessoas presentes superava
a quantidade de doces.
À tarde começamos a montar o acampamento,
nossa clareira ficou embaixo de um grande cajueiro,
só concluímos os trabalhos na tarde do
dia seguinte.
No local do camporee apenas o clube Locomotiva havia
chegado, desde a terça feira esperávamos
a chegada dos demais clubes da regional, fato que só
aconteceu na quinta feira, data para começar
o evento, por conta disto a angústia tomou conta
dos desbravadores que queriam suar a camisa.
As competições foram poucas e os lideres
priorizaram as instruções, afinal, era
a primeira vez para os desbravadores dos Embaixadores
do Rei. A experiência foi valida e o camporee
se transformou num evento de aprendizados.
Fabão, Líder Máster da Regional
de Macapá e o Davi líder da regional Embaixadores
do Rei, dirigiram as atividades, auxiliadas pelo Cow-boy
e a Secretária, Pastor Francisco Carlos, também
líder Máster, foi o orientador espiritual
e celebrante da cerimônia do fogo do conselho,
um dos maiores momentos realizado na madrugada de domingo.
Para o clube locomotiva, valeu muito o AVOT prova feita
à noite dentro da mata fechada, a trilha bíblica
e as novas amizades que fizemos.
Lembranças agradáveis do pastor Francisco
batizando desbravadores à noite e à luz
de lanternas do Fábio devorando nosso feijão,
o Rios, o cômico Macaquinho e suas piadas gostosas
que nos fizeram rir, do Nonato, diretor de clube de
Laranjal do Jarí, vibrando com o seu troféu.
Da Investidura de lenços, momento forte, o corredor
de velas acesas e a Taat cantando o hino, Acende a Vela,
Da festa da lama e tintas no rosto e do banho frio,
mesmo a contra gosto de muitos que foram jogados dentro
das águas do rio, nem os lideres escaparam, da
musica Rip Raí e do clube chamando os lideres
para as refeições cantando a musiqueta
do feijão.

Acampamos nas barrancas do rio Surubiú, quase
não dormimos, ainda sem barracas para nos refugiar
dos carapanãs, passamos à noite nos embalando
em redes que foram atadas debaixo das árvores
da beira do rio, acendemos fogueira para fazer fumaça,
um morador da localidade nos havia ensinado que a fumaça
espanta os mosquitos, a tentativa serviu para iluminar
o acampamento, mas os carapanãs continuaram lá
nos impedindo de dormir até que o dia amanhecesse.
Nosso primeiro desfile na parada de sete de setembro,
reuniu apenas dezesseis desbravadores, pois somente
esses possuíam uniformes, que na ocasião
era o mesmo usado nas atividades de campo. Com a proteção
de Deus demos um grande espetáculo, logo outras
crianças se interessaram pelo clube e o número
de membros cresceu de forma miraculosa, visto que estávamos
passando por um momento difícil com a saída
prematura de alguns juvenis que haviam perdido o entusiasmo
pelo movimento, muitos deles retornaram para somarmos
força. Nesta época descobrimos o irmão
Anízio, que se tornou nosso grande parceiro nos
acampamentos, ele era dono de uma grande experiência
de sobrevivência na selva, recordo com bastante
alegria dos momentos que passamos juntos aprendendo
do amor de Deus revelado através da natureza.
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Os quatro dias que estivemos acampados foram gostosos
apesar da chuva, os desbravadores que estiveram no camporee
de nada reclamaram, à noite muitas barracas eram
inundadas pelas enxurradas, molhava de roupas, a colchonetes,
na manhã seguinte tudo ia para os varais para
secar.
Os clubes demonstraram competência para administrar
uma situação até então desconhecida,
o camporee inteiro debaixo d’água.
A regional como forma de enriquecer o vento trouxe de
Santarém membros do corpo de bombeiros que nos
ensinaram noções básicas de primeiros
socorros, as aulas ministradas foram de grande importância
para os desbravadores que a partir de então somaram
novos conhecimentos que estão sendo utilizados
nos acampamentos e outras atividades.
As provas realizadas envolveram todos os clubes que
desempenharam com muito sucesso as competições:
O cross, a escada inquieta, a passagem na tora, a corrida
da Norueguesa, e a passagem no túnel para lembrar
as principais que levaram os desbravadores a maior ralação
e só terminaram na tarde de sexta-feira. O sábado
foi marcado pela presença dos visitantes e por
uma belíssima mensagem proferida pelo pastor
Rivaldo, aliás, o orador oficial do camporee,
a visita celebre foi do pastor Tony da missão
pernambucana que passava férias em Alenquer,
à noite de sábado reservada para a festa
cultural foi dominada pelas peças teatrais que
focalizaram o personagem característico de cada
cidade com as lendas dos municípios, a história
da Cobra Grande encenada pelos desbravadores, destacou
os talentos de: George; na interpretação
de Honorato, Jucélia a cobra, Everaldo pescador
e Gilberto morador ribeirinho no personagem de pajé.
Frase antológica do Gilberto na peça:
“Se você morrer, certamente morrerá”. A
gargalhada foi geral, o ator só percebeu o espírito
da coisa no dia seguinte.

Após o vexame, foi trabalhoso retirar o Waldecy
que havia subido em um galho seco que estava preste
a quebrar na copa da árvore, e convencer o irmão
Raimundo que o perigo já havia passado, o homem
ainda estava, sem Fala. Graças a Deus tudo se
resolveu sem conseqüências graves além
do susto.
Na manhã seguinte verificamos que o Wellington
havia subido pela parte mais difícil de ser escalada.
O medo faz milagres, mas subir numa árvore de
batas, foi demais.
As surras de carapanã e formigas, pelas barrancas
dos rios, as chuvas que faziam lama, as noites mal dormidas,
só nos ensinaram que para ser um bom desbravador
é saber enfrentar as adversidades da vida.
PRIMEIRA INVESTIDURA DE LENÇO
O clube avançou bastante em conhecimentos práticos
e teóricos, passamos a conhecer um pouco do surgimento
do movimento mundial, recebemos nosso manual de DESBRAVADORES,
e iniciamos preparativos para a investidura de lenço,
que só veio acontecer bastante tempo desde que
havia surgido o movimento em Alenquer, a cerimônia
aconteceu em uma tarde de sábado no local onde
funcionava provisoriamente a igreja no desvio da travessa
Láureo Sodré, os convidados foram os oficias
da igreja e os pais dos desbravadores, pouco mais de
trinta, foram investidos, destaques para o Daniel a
Milzede, o Josué e a Suzete, filhos do casal
Abílio e Graça que se emocionaram com
a cerimônia, era a maior família no clube.
PASSEIOS
As saídas para localidades próximas
à cidade foram muitas: Praias no lago do Curumú,
Ilha das pedras, Bloqueio, e selva do Igarapezinho propriedade
do Antonio Santos.
Naquele local ficamos mais de duas horas embrenhados
nas matas até
Somados aos outros clubes, mais de trezentos desbravadores
nadavam na mesma piscina, os lideres preferiram o banho
noturno, nas clareiras se podia sentir o cheiro de feijão,
era a primeira refeição dos desbravadores
que acabavam de montar acampamento, os clubes de Itaituba
anfitriões do evento, claro há dois dias
estavam no local.
Na manhã seguinte, Robenildo no comando da regional
e toda equipe, abriram o camporee, os pastores Kuarup
Reis e José Soares Jr. estiveram lá e
foram protagonistas de um momento muito engraçado
quando encenaram a peça do ga-ga-gago na noite
cultural, a turma só os reconheceu quando ambos
começaram a falar, as caracterizações
dos personagens estavam perfeitas.
A lenda do mutum nos contou a história que caracterizou
o personagem da cidade de Óbidos, o Locomotiva
apresentou o pescador.
Nas competições fomos bem, conquistamos
todos os pontos possíveis, perdemos alguns na
área de acampamento, nossa pontuação
geral nos deu mais uma classe “A”.
A prova do diretor de ferro não precisávamos
fazer, mas é claro que queríamos viver
aquela emoção, fomos lá e tudo
deu certo.
A Miracy feriu as mãos na corda ao descer a escada
móvel, nada que estragasse a festa, nosso serviço
de emergência resolveu o problema, foi só
um susto.
No retorno para Alenquer, fomos recebidos com o apoio
dos pais dos desbravadores que comemoraram conosco a
nossa grande vitória, fizemos um belíssimo
culto de ação de graças e apresentamos
nosso troféu e promovemos a entrega dos trunfos
aos desbravadores que participaram do camporee na Direção
de Deus.

Os dois desfiles foram realizados na avenida Getúlio
Vargas e milhares de pessoas puderam ver a força
dos desbravadores no oeste do Pará que até
então, eram pouco conhecidos, e em Alenquer,
às vezes confundidos com o escotismo apesar de
terem estilos distintos.
CAMPOREES
Alguns anos se passaram até que chegou a época
dos CAMPOREES, o evento era novidade para o clube, como
para todos os desbravadores da regional. Nos preparamos
para enfrentarmos horas de uma cansativa viagem pelos
rios Amazonas e tapajós a bordo de um barco de
pequeno porte, muito bem pilotado pelo comandante Osmar,
viagem que nos levou a belíssima praia de Taparí,
às margens do Rio Tapajós. Numa noite
de quinta-feira centenas de pontos luminosos brilhavam
a beira do rio, era a recepção dos desbravadores
que já estavam no local do camporee que acionavam
suas lanternas indicando onde deveríamos ancorar
já que éramos o último clube a
chegar.
A primeira noite passamos em barracas de outros clubes
visto que teríamos que limpar toda área
de nossa clareira, isso só iria acontecer na
manhã seguinte, a regional se portou de forma
elegante conosco, alterando o horário de abertura
do evento previsto para às oito horas da manhã
de quinta-feira, o camporee só começou
às 13: H.
Nesse camporee, participamos com 23 desbravadores, quase
não tivemos elementos suficientes para realizarmos
as provas, mas a eficiência superou as dificuldades
e conseguimos a classe “A”. O camporee que teve como
tema, Nunca Se Apaga a Chama de Um Coração
Amigo, entrou para a nossa história como um dos
principais eventos que participamos.

Lembranças de Idalmo Andersom, então
nosso pastor, apelidou-nos de o clube do trem devido
ao emblema da locomotiva em nosso estandarte.
Wellington Almeida, Arimatéia Portela, Gilbson,
Lucivaldo, pastor Idalmo e toda aquela fantástica
coordenação. O camporee serviu também
para fazermos novas amizades com os amigos de Itaituba
do clube Pioneiros da Amazônia, Lembramos do Nazareno
do Davi e do Zezinho, de Monte Alegre conhecemos o clube
GEIPSON, lembramos da Susane, de Santarém: Máster
Clube, Exército do Senhor, Raio de luz, Elo que
Une, Falcões do Leste, todos com muitos amigos,
a Danilma nos presenteou com uma caixinha de emergência
que serviu por muitos camporees. Foram momentos inesquecíveis.
Depois de nossa primeira experiência, aprendemos
que o camporee seria o principal evento dos desbravadores
e que e para isso teríamos que nos preparar para
os futuros compromissos com a regional, treinando durante
o ano. Os resultados deste trabalho; foram as conquistas,
os troféus que conseguimos ganhar todos foram
da classe “A”, e o inesquecível cinco estrelas
que ornamenta a nossa coleção, os desbravadores
assimilaram muito o espírito de clube, e a vontade
de ganhar motivou nossas locomotivas que tantas alegrias
nos deram. É claro que cada camporee tem sua
própria história e vamos lembrar algumas.
Muito emocionante, foi à viagem com duração
de 26 horas desde Alenquer até o porto de Itaituba,
onde participamos do primeiro camporee dos Desbravadores
da Regional Tapajós. Na viagem tivemos alguns
problemas; primeiro o barco apresentou defeito na bomba
de refrigeração, a máquina aqueceu
e tivemos que retornar ao porto de Alenquer, à
meia noite encontramos o mecânico que resolveu
o problema para podermos seguir viagem.

encontrarmos uma imensa cobra sucuri, o susto foi geral,
do animal só podíamos ver parte, pois
a cobra estava escondida debaixo da folhagem, só
que morta, o dono da propriedade na noite anterior vindo
de uma pescaria encontrou o animal que media quatro
metros de comprimento e pesava cerca de trinta quilos.
DESFILES ESPECIAIS
O clube mostrou força, competência e se
tornou conhecido, os colegas de Santarém despertaram
interesse pelo nosso trabalho. No ano de 1989 participamos
do desfile de sete de setembro na avenida Barão
do Rio branco com apenas oito desbravadores misturados
com os colegas, aprendemos muito e ganhamos experiências
com os desbravadores de lá, depois levamos o
clube todo e desfilamos ao comando da regional amajós.
Eles estiveram conosco em Alenquer por duas vezes consecutivas,
a primeira em 1991 com o pelotão de elite, dirigido
pelo Zafenate, e em 92 com 60 desbravadores de clubes
diferentes aos cuidados do saudoso professor Olindo
Neves e dirigidos pelo instrutor Lucivaldo que nos ensinou
muito de ordem unida. Aquela voz de comando, exclusiva
e própria de um grande instrutor.
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Horas depois enfrentamos uma grande tempestade com
chuva forte, a máquina do barco parou, as luzes
se apagaram, o pânico foi geral; a água
da chuva penetrou por todos os lados, inclusive pelo
teto, os colchonetes e roupas molharam, quando o perigo
passou, vimos que o barco estava a deriva no rio Amazonas,
irmã Renê que viajava no andar de baixo
com os colegas de Óbidos ainda tremia de medo,
no dia seguinte foi só alegria, pousamos para
as lentes do Arnolfo que fotografou todo mundo.
Ao chegarmos ao local escolhido para o evento, um grande
desafio nos esperava, era mata pura, teríamos
momentos duros pela frente até montarmos nossa
clareira.
Trabalhamos todo o dia e entramos pela noite, mas na
hora da abertura estávamos lá prontos
para competirmos, pior foi para os nossos amigos de
Santarém que só chegaram à tarde
do dia que antecedeu ao camporee, lembramos os esforços
do Jocinaldo então diretor do clube Falcões
do Leste, sem tempo para prepararem alimentação
se contentaram em comer farofa de ovos oferecida pelos
Locomotivas que já estavam no local. Os falcões
foram os nossos vizinhos naquele camporee, Momento gostoso
foi à hora do banho no piscinão de águas
frias da Toca do Peba, a água represada que corria
de uma fonte não tão distante dali, foi
simplesmente um verdadeiro refrigério para aqueles
corpos cansados.


Dormimos certa vez nas matas da localidade Bloqueio,
ele nos aprontou um grande susto, enrolado em um lençol,
feito um fantasma acordou todos os acampantes que não
dormiram mais até que o dia amanhecesse, o tempo
foi preenchido com histórias contadas por ele
que lembraram a onça pintada, dentre outras.
Era conhecido de todos pelo carinhoso apelido de Chico
Anízio. O irmão Anízio tomou rumo
Ignorado e nunca mais o vimos, estaria morando em regiões
interioranas. Logo após, veio o irmão
Raimundo, pai dos desbravadores Rosemiro, o “massetoso”,
Márcia, Rosaura e do Rogério, nosso novo
parceiro, foi protagonista de uma história interessante,
quando acampávamos nas margens do lago Samuuma,
era noite de lua cheia, todos os acampantes estavam
dormindo em suas redes debaixo de frondosas árvores,
o local, havíamos encontrado pronto para montar
um acampamento, limpo e varrido, não tivemos
o cuidado de verificar se mais tarde viria ser ocupado
por outros que teriam chegado primeiro que nós,
por volta de meia noite, assumimos o plantão
das sentinelas que iriam descansar, a lua se escondia
por traz das matas e tudo começou ficar escuro,
muito escuro, só podíamos ver dentro da
mata usando as luzes das lanternas que já estavam
com baterias cansadas, do lado oposto onde estávamos,
um belo campo de pastagem, formado pela natureza; ainda
refletia a luz opaca da lua que derrepente sumiu deixando
tudo em total escuridão. Dominado pelo clima
do ambiente, Raimundo passou a me narrar histórias
que os antigos teriam vivido, “histórias de pescador”,
mas que a aquela altura provocavam medo. Foi então
que ouvimos um barulho estranho que vinha do campo,
irmão Raimundo de lanterna na mão, não
hesitou em aciona-la para ver o que era, e logo saiu
em disparada carreira, vimos centenas de olhos brilhando
ao foco da luz, demos o sinal de alerta, todos os desbravadores
acordaram, antes de dormir, havíamos combinado
que se houvesse algum imprevisto, subiríamos
todos na mesma árvore previamente escolhida e
foi o que fizemos; nosso herói é claro,
foi o primeiro a subir tremendo de medo, os demais ainda
sonolentos, todos seguiram o mesmo exemplo, procurando
os galhos da árvore para se protegerem de algo
que não sabiam ao certo o que era.
Meia hora depois, vimos que eram búfalos e que
dormiam naquele local, atraídos pela fumaça
de uma fogueira que havíamos feito, estavam enfurecidos,
mas logo se dispersaram.
De Itaituba os clubes voltariam a se encontrar em camporee
numa data totalmente adversa para os hábitos
dos encontros, o mês de janeiro nos reservava
dias de muitas aventuras, pela primeira vez a regional
Amajós programava o evento para esta data, a
cidade anfitriã seria Alenquer, os membros do
Clube Locomotiva, os responsáveis pela organização,
tinham apenas seis meses para preparar tudo, os clubes
deveriam chegar e encontrar o local no ponto para montar
as clareiras, e foi exatamente o que aconteceu.
A praia Iracema, balneário de características
paradisíacas, sediou o evento, pelas circunstanciais
da época não apropriada, apenas seis clubes
estiveram no camporee pouco mais de trezentos desbravadores,
isto de certa forma para nós a princípio
não compensaria tanto esforço, um clube
só preparar todas as estruturas de um encontro
que se previa ter pelo menos seiscentos colegas.
A regional esteve presente e reconsiderou o assunto
e decidiu que as datas dos futuros encontros seriam
sempre marcadas para o mês de julho como a três
anos vinha acontecendo.
O que a principio parecia ser um fracasso se tornou
num dos grandes camporees da Regional Amajós,
a queima de fogos de artifício na cerimônia
de abertura, foi à pioneira do evento em nossa
regional, uma belíssima cascata tendo ao fundo
um painel com um quadro de Jesus Cristo, arrancou os
aplausos dos acampantes e os gritos de: lindo, lindo,
lindo..., o símbolo do camporee no painel foi
outra novidade no local das concentrações,
construído em chapa de alumínio e medindo
seis metros de comprimento por dois e meio de altura,
com pinturas feitas por desbravadores e amigos, anunciava
o tema do terceiro camporee da Regional Amajós,
“Na trilha do Amor”.

Usando de seu espírito de solidariedade e união
Denize, dividiu as fatias que já haviam sido
preparadas fazendo um verdadeiro milagre de multiplicação
e assim conseguindo servir a todos. O Arnolfo, dono
da barraca mais confortável, a Aldenora, nossa
solista, o Aluisio o popular “negão”, e o folclórico
Adílson o querido hula – hula. O engraçadissimo
Josué de histórias hilariantes, a Giglióla,
formava um trio inseparável com as amigas que
eram todas de um mesmo tamanho, Andréya e a Miracy,
eram as três últimas na fileira da unidade
Vitória Régia.
Lembro-me das primeiras saídas do clube para
os passeios junto à natureza, à turma
proporcionava um verdadeiro espetáculo de competições
e brincadeiras que nos fizeram recordar o passado que
não volta jamais. As corridas, o ciclismo na
selva nas bicicletas da Giglióla e do Patrik,
as pesquisas de elementos da natureza como: Flores,
aves e borboletas, as meninas sempre se destacavam pala
habilidade na procura por objetos, já os rapazes
nos esportes eram imbatíveis, as caminhadas eram
motivos de aprendizado e meditação.
OS ACAMPAMENTOS
O primeiro acampamento serviu para descobrirmos a
preferência pela bebida que seria oferecida no
desjejum, suco de frutas com sabor artificial. O Juarez
liderou a turma da laranja enquanto que o Moraes comandou
a moçada da groselha. Neste tempo as meninas
só participavam com o clube nos passeios durante
o dia; o clube ainda não possuía estrutura
para acampamentos mistos, e a igreja recomendava que
somente os rapazes passassem à noite no campo
enquanto que as meninas chegavam no dia seguinte. A
primeira experiência de nossas desbravadoras num
acampamento foi numa noite fria de começo de
inverno.
No domingo vieram: A entrega de troféus e as
despedidas, foram momentos emocionantes e inesquecíveis,
lagrimas rolaram pelos rostos juvenis e até os
lideres deixaram escapar um pouco da fragilidade emocional.
De Alenquer o camporee seguinte seria em Prainha, o
primeiro da regional Embaixadores do Rei, recebemos
o convite e fomos lá, de ônibus percorremos
quase duzentos kilômetro, antes de chegarmos ao
local, fomos obrigados a pernoitar em uma fazenda onde
a Cléia pensava ser o grande acampamento chegou
a estourar um foguete para anunciar nossa chegada acabou
pagando um grande mico, eram apenas bois que estavam
deitados na grama, claro, se assustaram preocupando
o dono da fazenda, a noite não foi das melhores,
deitados no assoalho da casa vimos o dia amanhecer.
A estrada havia ficado para traz e apenas um ramal poderia
nos lavar ao fim então paramos, a viagem só
seria reiniciada no dia seguinte.
A partir daí, vira um verdadeiro sofrimento,
diante de muita lama e areia, o motorista decidiu que
o ônibus havia chegado ao fim do percurso, os
mais de dois kilômetro que faltavam foram feitos
a pé, carregar todo o material de acampamento
foi uma tarefa muito difícil, mas perfeitamente
possível de ser realizada apesar do cansaço.
Passamos toda a manhã carregando de barracas
a material de cozinha.

A HISTÓRIA
No ano de 1987, surgiram no município de Alenquer
os DESBRAVADORES.
A história inicia com uma série de evangelismo
por ocasião de uma programação
de semana santa. O local conhecido como Mangueirão,
no bairro do planalto, foi o primeiro a abrigar uma
reunião de meninos e meninas que formariam o
primeiro clube de desbravadores.
O fundador é até hoje o diretor do clube
que deu origem ao movimento em Alenquer, Frank de Oliveira,
desde então divide tempo com suas atividades
profissionais como repórter de rádio e
TV, liderança da Igreja Central e a própria
família que, aliás, tem os seus membros
nas fileiras dos desbravadores.
A primeira reunião aconteceu na manhã
do dia 11 de maio, deste encontro não existem
registros fotográficos, apenas as lembranças
do entusiasmo e o interesse de cerca de cinqüenta
meninos e meninas que após haverem assistido
uma breve palestra, decidiram que participariam do clube
de desbravadores que viria se chamar: Desbravadores
Ximangos.

Com maiores experiências adquiridas fomos ao
camporee “Você é o Melhor Amigo”, o último
do século e segundo na localidade São
Braz no município de Santarém, o numero
de clubes foi Record, mais de seiscentos desbravadores
em dezoito clubes inclusive estreantes estiveram lá.
Os pastores Flávio e Alexandre Menezes foram
os orientadores espirituais, no comando geral o líder
da Regional Amajós Jocinaldo e equipe, dirigiram
um camporee com muitas atrações que deram
novas dinâmicas para os clubes bem mais amadurecidos.
Tivemos a presença de clubes que vieram de muito
longe, o Águia da Selva de porto de Moz que viajou
quase trinta horas de barco para chegar ao porto de
Santarém, Berg e sua turma nos deixaram muito
felizes, pois estávamos revendo amizades feitas
no camporee de Prainha.
A abertura aconteceu com um grande espetáculo
pirotécnico produzido pela regional Amajós,
méritos para o fogueteiro Rivaldo e o Jocinaldo,
as provas foram marcadas pela emoção dos
clubes que correram como nunca a traz dos pontos, prova
após prova, e lá se foram três dias
de competições emocionantes, muitos tremeram
na base, mas todos puderam sorrir com um final feliz.


QUEM SÃO OS DESBRAVADORES?

São meninos e meninas de 10 a 15 anos, alegres,
animados e que independem de classe social, raça
ou credo religioso, se unem através de um grupo
chamado: DESBRAVADORES, que existe ativamente em mais
de 140 países, com 44.000 clubes, aproximadamente
1.300.000 desbravadores, desde 1950.
Eles sabem que não podem mudar o mundo sozinhos,
por isso se unem e transformam o próprio local
onde vivem. É fácil encontra-los na comunidade
ajudando. Ajudando os carentes distribuindo alimentos,
ajudando os doentes com doação de sangue
auxiliando os idosos esquecidos ou órfãos
abandonados. Com um sorriso e uma palavra amiga, oferecem
seu otimismo, buscando mudar vidas para melhor.
Eles têm grandes sonhos e planos para o futuro,
por isso cuidam bem do seu corpo, isso significa que
riscaram do seu “cardápio”: Álcool, fumo
e drogas. Com um estilo de vida saudável.
Não se consideram melhores do que ninguém,
mas são amigos da melhor pessoa do universo:
Jesus.
Gostam de aventuras e desafios em meio à natureza;
preservando a ecologia, e mais do que isso amam a Deus
que a tudo criou.
Alexandre, Valdenilson, Williams, Jonas, Roberto e Bebeto,
Fábio, Jander, Mateus, Antonio Neto, Alexandrinho,
Charles, Washington, Maílson, Welton, Ricardo,
Patrik, Giglióla, Leitão, Anderson, Genival,
Miracy, Andréya, Wellington, Denize, Maranhão,
Luis Daniel, Aurenice, Rosaura, Márcia, Valdenor,
Rogério, José Francisco, Aluísio,
Rosomiro, Valdecy, George, Neném, Moraes, Mirian,
Hamilton, Ozéias, Queiroz, Quelter, Lima, Naidson,
Darleila., Valdo, Braga, Telis, Barbosa, Mucurinha,
Fabinha, Silvio, Geovane, João Gleidson, Élson,
Pâmela, Rafaela, Ronaldo, Rosangela, Jonatas,
Emerson, Alex, Sátiro, Leandro, Edílson,
Helena, Helem, Emanuel, Milzede, Suzete, Lucinete, Daniel,
Josué, Gilvan, Aldenora II, Angelina, Gleide,
Laudeilson, Evaniy, Evaldo Sá, Cláudia
Michela, Cleidiane, Francisco Ilaildo, José Verão,
Antonio, Cunha, Paulo, Bárbara, Rubinho, Toc,
Gláucia, Daliana, Daniela, Alberto, Eder, Cleiton
e Cloton, Danilo, Randerson, Eldervani...
IN MEMÓRIA DOS QUE DESCANSARAM NO SENHOR
Thiago e Fabinha


Nossos colegas fizeram falta, já descansam no
senhor; seus lugares nas unidades foram preenchidos
como conseqüência normal da vida de um clube,
mas no coração de cada desbravador ficou
a saudade e a esperança de um breve reencontro
com os amigos inesquecíveis por ocasião
da volta de Cristo.
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